Como boa menina que fui (e ainda sou, os quase 21 anos são apenas um detalhe) sempre amei os contos de fadas da Disney. Tinha vários deles em VHS, passava horas assistindo e sabia de cor as falas de Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, etc.
O mais legal é que os filmes da Disney são totalmente atemporais, todas as gerações assistem e adoram, tanto que Branca de Neve foi lançado em 1937 e até hoje é um super sucesso. Minha irmã, que hoje tem 11 anos, assistiu tanto esse filme que até as paredes aqui de casa estavam cansadas haha.
Sem entrar na discussão de se os contos de fadas colocam na cabeça das meninas uma falsa realidade, de que todas encontrarão o príncipe encantado e serão felizes para sempre, a gente não pode esquecer que sonhar é muito bom, e pra mim, esse é o maior mérito dos desenhos da Disney, fazer crianças de todas as idades, todas as classes sociais, todas as realidades, sonhar que a vida pode ser linda, cor de rosa e quem sabe, com um príncipe encantado montado num cavalo branco (se bem que tem gente preferindo o vampiro no Volvo prata, mas tudo bem haha)
Nesse fim de semana, chega aos cinemas o novo longa dos estúdios Disney, "A princesa e o sapo", com a primeira princesa negra das animações(já estou louca para assistir, acho que vou usar a desculpa de levar prima e irmã, será que cola?).
Vamos a um "mini flashback" das princesas da Disney, feito pelo
G1!
Branca de Neve (Branca de Neve e os Sete Anões - 1937)
Protagonista do primeiro clássico da Disney, ela inaugura o ideal de princesa que se mantém há mais de sete décadas: uma mulher bonita, dócil, pura e de bom coração. Ao comer a maçã envenenada, Branca de Neve é traída por sua ingenuidade e derrubada pela competição feminina, a rainha má. Além disso, a salvação de Branca de Neve está na passividade: ela deve aguardar deitada até que o príncipe encantado apareça e resolva o problema (também, olha o ano que o filme foi lançado)
Cinderela (Cinderela - 1950)
Também bela, pura e bondosa, ela submetida pela madrasta a uma rotina de servidão e humilhações (quem nunca usou a expressão "Gata Borralheira?"), e aceita o sofrimento com doçura. Mais uma vez, a princesa tem uma atitude passiva diante dos problemas (outra vez, olhem a época!), mas desta vez é a Fada Madrinha quem traz a salvação, num passe de mágica. A inovação fica por conta da ‘desobediência’ de Cinderela, que esquece da hora durante o baile e não é punida por isso, mas premiada. Afinal, é esse deslize que vai possibilitar seu reencontro com o príncipe.
Aurora (A Bela Adormecida - 1959)
Entre as princesas, é certamente a que tem um papel mais passivo na trama, já que só aparece acordada em menos de 20 minutos de filme (Jura? Nunca percebi q era tão pouco... Confesso que nesse gostava mais das fadinhas!). Está sempre preocupada em agir de acordo com o que os outros querem e não reafirma suas próprias opiniões. Assim, na linha do tempo das heroínas da Disney, Aurora significa um retrocesso em termos de representação da mulher moderna (ui!).
Ariel (A Pequena Sereia - 1989)
A sereia deseja ter pernas para tentar conquistar o príncipe e não hesita em modificar sua aparência física para estar de acordo com o padrão estético sugerido, mesmo que para isso tenha que sacrificar também sua voz, ou seja, sua liberdade de expressão (conheço muita gente que AINDA faz isso). Mas ela também mostra algum avanço, ao desafiar o poder patriarcal.
Bela (A Bela e a Fera - 1991)
A heroína que se apaixona pela Fera e enxerga além de sua aparência monstruosa inovou ao esnobar o rapaz mais desejado do povoado e demonstrar seu amor pela literatura. Também foi a primeira vez que a Disney mostrou uma princesa na posição de salvadora do príncipe, e não o contrário, como de costume (é o meu favorito!)
Jasmin (Aladin - 1992)
A filha do sultão é uma das princesas mais avançadas em termos de representação da mulher moderna. Rebelde frente ao poder patriarcal e à ordem da realeza, ela desafia a estrutura social ao assumir o amor por um rapaz de classe mais baixa. Diferentemente da maioria das princesas, ela tenta fazer seu próprio destino, sem esperar passivamente pela ajuda dos outros (isso, menina!)
Tiana (A princesa e o Sapo - 2009)
Em tempos de Barack Obama, a Disney aposta na primeira heroína negra da história do estúdio (estava na hora, né?) O cenário também é inusitado, a New Orleans do início do século, na era de ouro do jazz (adoooro!). Tiana é a primeira do panteão de princesas a trabalhar fora, como garçonete, mas acaba servindo uma branca rica. Apesar de sua beleza, ela passa a maior parte do filme transformada em um sapo, ao lado de um príncipe boêmio, falido e amaldiçoado, longe de estereótipos anteriores. E desta vez, a mocinha é a racional da história, e ele é o romântico (own!)
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Gente, juro que me lembro de ter visto A Pequena Sereia e Aladim no cinema, mas fica quase impossível, pq no primeiro eu devia ter 1 ano ou menos e no outro uns 3 ou 4. Que loucura, de certo demorou pra chegar aqui. Será?
Sei que estou louca para assistir a Princesa e o Sapo! :)